Ana Lúcia Prado Reis dos Santos
Universidade Federal da Bahia
Nos últimos anos, as novas tecnologias de comunicação passaram a exercer papel importante no modo como a informação é produzida e disseminada. As diversas modalidades midiáticas experimentam não só as facilidades que a digitalização oferece na elaboração e distribuição de seus conteúdos, mas também utilizam a Web para expandir esse conteúdo, bem como para agregar um universo, em potencial, ainda maior de usuários. Esse cenário ora provoca o surgimento de idéias crepusculares sobre os efeitos das NTC, ora alimenta noções que dão conta de uma evolução linear dos mídias. Nesse sentido, este trabalho tenta encontrar um caminho alternativo a essas visões extremadas e que invariavelmente sucumbem ao reducionismo. Para isso, o estudo de caso, um jornal que produz conteúdo unicamente para a Internet, nos proporcionou identificar continuidades e rupturas existentes no cerne da Comunicação Mediada por Computadores. Esta dissertação está estruturada em duas partes. Na primeira, tentamos traçar um quadro teórico sobre as novas tecnologias de comunicação, mais especificamente sobre o jornalismo on-line e suas características. Na segunda fase, usamos esse referencial como suporte para analisar o estudo de caso, o jornal on-line Último Segundo, do portal iG.
Palavras-chaves: Jornalismo on-line; Internet; CMC
Key Words: Online Journalism; Internet; CMC
``Se uma tecnologia de comunicação desempenha uma função essencial, então é porque simboliza, ou catalisa, uma ruptura radical existente em simultâneo na ordem cultural da sociedade.''(Dominique Wolton)
Em meados da década de 90 do século XX, Paul Virilio, urbanista e filósofo francês, lançou no Brasil A arte do motor (VIRILIO, 1995). O livro é um duro ensaio que analisa, entre outros assuntos, a informação, os meios de comunicação e as novas tecnologias. ``O quarto poder - e ainda é adequado chamá-lo assim - é, portanto, a única de nossas instituições capaz de funcionar fora de qualquer controle democrático eficaz...'' (p.11) afirma Virilio ainda no começo do livro. Essa leitura nos chamou a atenção à época pelo teor crítico em relação ao papel dos mídias no ciberespaço, onde a ``informação só tem valor pela rapidez de sua difusão, ou melhor, a velocidade é a própria informação'' (p.122)1. Coincidentemente, no mesmo período começávamos a travar os primeiros contatos com a Internet.
O texto de Virilio despertou-nos a curiosidade para outras visões a respeito do tema. Comunicação, Jornalismo e Internet passaram a fazer parte do nosso repertório de interesses. Como profissional da comunicação, considerávamos fascinante a possibilidade de acessar e trocar informações apenas num clicar do mouse. Como estudante, nos perguntávamos o que de fato estava mudando no modo de produzir e disseminar notícias com o surgimento das novas tecnologias de comunicação. Pouco mais de um ano depois fomos convidados a participar do projeto de instalação da primeira versão para Internet de um jornal paraense.
O interesse que a prática jornalística nos proporcionava, aliado aos questionamentos a respeito dos efeitos das novas tecnologias, estimulou-nos o desejo de desenvolver um trabalho de pesquisa na área de Internet e Jornalismo. O mestrado nos ajudou a sistematizar melhor o projeto de pesquisa e a afunilar o objeto de análise, pois ainda no começo da pós-graduação pretendíamos realizar um estudo mais abrangente sobre o comportamento de todos os jornais on-line do Brasil.
Nosso foco foi mudando à medida que a Internet crescia em tecnologia e abrangência, pois não se tratava mais de apenas estudar as home-pages de jornais impressos que estavam sendo editados para a Web, mas uma outra categoria de site que começara a se consolidar em 1999 e cujo objetivo é oferecer acessibilidade, serviços de busca e notícias em tempo real: os portais. Entretanto, a definição do projeto de pesquisa só veio mesmo no início de 2000.
Encontramos no portal iG - um portal de acesso gratuito que foi lançado no início daquele ano - a singularidade que buscávamos para o estudo do jornalismo on-line: o Último Segundo é o principal site de informação jornalística do portal e é um jornal que somente produz notícias para a Internet, sem similar no espaço geográfico.
A partir daí passamos a buscar maneiras de melhor observar aquele modelo de jornalismo que já nascia dentro de uma concepção hipermidiática, que se propunha a ser ``o seu jornal na Internet''2e a estabelecer um padrão e uma linguagem para o jornalismo on-line.
Começamos a pensar nas melhores estratégias de observação para adequadamente analisar o nosso objeto, porque a partir dele queríamos encontrar um caminho para as questões que nos inquietavam: o que mudava no Jornalismo com as novas tecnologias de comunicação? Em que sentido o jornalismo on-line representa continuidade e ruptura em relação às formas tradicionais? Há evolução das formas midiáticas?
O jornalismo on-line é um fenômeno relativamente novo e, por isso mesmo, estudá-lo é um desafio. Nossa tentativa de encontrar caminhos que apontassem para algumas possibilidades de respostas às nossas questões resultou num trabalho de sistematização de idéias e conceitos que, esperamos, possa ser mais uma contribuição na discussão acerca dessa modalidade jornalística.
O trabalho está assim dividido: no Capítulo 2 são apresentadas as noções de jornalismo on-line e suas continuidades e rupturas. O Capítulo 3 é um breve estudo dos portais, o jornalismo que neles está ancorado e algumas discussões preliminares sobre esse formato que, pelo menos em princípio, visa deter o usuário o maior tempo possível num mesmo URL.
Tentar traçar uma História da Imprensa e do Jornalismo e, paralelamente, uma História da Internet e das Novas Tecnologias de Comunicação para nelas situar nosso objeto de estudo seria cair inevitavelmente na armadilha da construção de um relato que resultaria sempre incompleto e questionável, tanto em termos do que se diz ou se deixa de dizer - recorte - quanto da seleção de quem diz o que - bibliografia. Optamos, portanto, por diluir ao longo do texto, e apenas quando isso se fizer efetivamente necessário, as observações de caráter histórico e de contextualização. Detalhes mais pontuais e referências bibliográficas mais específicas são, algumas vezes, apresentados em notas de rodapé para o benefício de leitores interessados em aprofundar alguns desses tópicos. Trata-se, portanto, de uma opção deliberada por uma abordagem muito mais sincrônica do que diacrônica de nosso objeto, apesar das limitações a que isso também fatalmente leva.
Nesse sentido, nosso referencial teórico parte das discussões acerca dos conceitos que dão conta do jornalismo que é produzido e disseminado por meio de suportes digitais, passando pelas continuidades que a digitalização mantém dos suportes analógicos até chegarmos às rupturas que de fato os bits provocam no jornalismo.
Uma das primeiras noções a ter sua base modificada em função do surgimento da Comunicação Mediada por Computadores (CASTELLS, 1999)3 é a noção de periodicidade, sobre a qual estão pautadas as rotinas de produção e disseminação de notícias do jornalismo moderno. A idéia de dead-line na imprensa é subvertida, ou mesmo esquecida, a partir do momento em que o jornalismo incorpora definitivamente a CMC, dando origem a variações diversificadas do produto jornalístico que ocorre via redes telemáticas. Com isso, é compreensível que haja algumas confusões de termos que passaram a circular livremente pela Internet4. O que esses nomes ou termos tentam identificar é o que representa o fenômeno jornalístico que surgiu na última metade da década de 90, desde que a Internet deixou os muros acadêmicos e sua face contracultural para trás. Com isso, a Rede se tornou comercial, surgiram grandes conglomerados da área de comunicação, informática e entretenimento que se juntaram para explorar as possibilidades comunicacionais da Internet.
O que aqui chamamos jornalismo eletrônico é o termo que designa a transposição literal para a Internet de conteúdos originalmente produzidos para outros meios, mais especificamente o meio impresso. As primeiras edições para a Web dos jornais impressos eram transposições do conteúdo da edição impressa para as home-pages do jornal. Em 1996, o jornal Zero Hora fazia esse tipo de operação de forma automática, por meio de um software (robô) que capturava todas as matérias e fotos diretamente do Quark-Xpress, um soft de diagramação de texto e imagem para versões impressas. Não havia a presença de um jornalista editando esse material que era transposto5.
Apesar de as possibilidades multimidiáticas da Internet estarem disponíveis desde que surgiu o protocolo de comunicação TCP/IP6 e com isso o WWW (World Wide Web), pelo menos no Brasil, os jornais só se deram conta disso mais tarde, e o começo da história do jornalismo on-line no país foi a história de transposições de conteúdos. A primeira versão diária brasileira de um jornal para a Internet foi a do Jornal do Brasil7.
Jornalismo digital pode ser facilmente confundido com jornalismo on-line, mas o primeiro remete mais às tecnologias de produção e armazenamento de informações do que especificamente ao ambiente no qual é consumido. Ou seja, a produção feita a princípio para átomos é transformada em bits. Para ilustrar isso, podemos citar as edições em CD-ROM do jornal a Folha de S. Paulo, que reúne todo o material de um ano, 365 edições impressas, mais os cadernos especiais, enfim, toda sua produção jornalística de um período é gravada em um CD-ROM. Temos aí não só um banco de dados, mas jornalismo digital, pois as notícias foram organizadas e digitalizadas, mas, por estarem disponibilizadas em um suporte fechado, essas informações não são passíveis de atualização instantânea, apresentando claras limitações para interatividade e personalização de conteúdos.
Jornal on-line ou jornalismo on-line são termos usados hoje para identificar a produção e a disseminação de notícias no ambiente das novas tecnologias de comunicação (Internet, Intranets, wap, wireless etc). O Oxford Wordpower Dictionary define o termo on-line como ``connected to and controlled by a computer''8.
Nesse sentido, numa abordagem preliminar, podemos afirmar que o jornalismo on-line é uma forma de registro do cotidiano passível de atualização, retificação e acréscimo on-line, permitindo a cobertura dos acontecimentos em tempo real.
Mas será que a noção de tempo real só existe a partir do uso das tecnologias digitais? Sabe-se que desde o telégrafo há a produção de informações que geram notícias em tempo real. O diferencial está justamente no potencial oferecido hoje pelas redes de computadores, pois além da possibilidade de atualização permanente, convergência midiática e personalização de conteúdos - o que de certa forma rádio, cinema e TV já fazem há tempos - temos disponível e ao alcance do mouse a capacidade de acumulação e recuperação de informação de modo imediato, além do alargamento das possibilidades hipertextuais por intermédio dos inúmeros links que um texto pode remeter.
O jornalismo on-line conserva e potencializa algumas características originárias de outras mídias (personalização, interatividade, atualização), contém rupturas como a capacidade de acumulação e recuperação de informações (memória) e rompe definitivamente com as amarras espaço-tempo que sempre delimitaram a extensão e abrangência das informações jornalísticas.
Ainda dentro da noção de jornalismo on-line, João Canavilhas (2001) propõe o conceito de ``webjornalismo'', que, segundo o autor, sepultaria a antiga noção de jornalismo on-line, tido como mera reprodução de conteúdo já existente em outros meios para a Internet. O que Canavilhas não pondera é que esse tipo de reprodução, que chamamos anteriormente de ``jornal eletrônico'', já não é realizado por quase todos os jornais e portais de notícia na Web. Mesmo naqueles sites que não possuem produção de conteúdo próprio existe a disponibilização de notícias on-line, com utilização de material comercializado pelas várias agências de notícias. Por isso mesmo, consideramos que o termo ``webjornalismo'' é uma forma de jornalismo on-line, que é produzido e disseminado pela Internet, porém esse termo não abarca todas as possibilidades de produção e distribuição de notícias on-line.
Contudo, para tentarmos encontrar uma melhor compreensão das especificidades do jornalismo on-line, consideramos importante a distinção que Gonçalves (2000) faz dos termos ``digital'' e ``on-line''. Para o autor, a metáfora on-line diz respeito à forma de circulação de notícias. O conceito de digital se refere mais particularmente ao suporte de transmissão.
Ainda nesse sentido, Gonçalves vincula ao conceito de jornalismo on-line à incorporação do usuário no processo produtivo:
``En una definición sintética el periodismo digital es todo el producto discursivo que construye la realidad por medio de la singularidad de los eventos, que tiene como soporte de circulación las redes telemáticas o cualquier otro tipo de tecnología por donde se transmita señales numéricas y que incorpore la interacción con los usuarios a lo largo del proceso productivo''. (GONÇALVES, 2000, p.19).
Ao conceito de Gonçalves, queremos acrescentar a visão de Afonso Silva Júnior, que entende por jornalismo on-line ``um modelo de disponibilização que opera com características de tempo real e pode ser acessado pelos usuários da rede'' (SILVA JÚNIOR, 2000, p.16).
Assim, propomos que o jornalismo on-line é um fenômeno que compreende a produção e a disseminação de notícias por meio das novas tecnologias de comunicação. Tais notícias são passíveis de contínuas atualizações, retificações, acréscimos e recuperações. O jornalismo on-line também propicia a maior participação do usuário nos processos produtivos, bem como possibilita a personalização de conteúdos em níveis maiores que em outras formas midiáticas.
A noção de jornalismo on-line por nós proposta compreende um leque maior de suportes, além da rede mundial de computadores - embora saibamos que a Internet represente, atualmente, o maior e o mais adequado deles para a produção e disseminação de informações jornalísticas - e envolve as Intranets, o Wap, entre outros. Contudo, nosso estudo se detém nas especificidades do jornalismo on-line que ocorre no ambiente Internet.
Apresentados esses conceitos, discutiremos, na próxima seção, as características do jornalismo on-line com base em suas continuidades e rupturas.
A Internet, como um ambiente de informação e comunicação, carrega consigo características de todas as mídias que convergem para ela. Isso é óbvio, já que nenhuma nova forma de comunicação surge sem uma estreita ligação com outras formas anteriores. A fotografia forneceu as bases para o surgimento do cinema. Do rádio e do cinema a televisão trouxe as sementes para plantar suas bases. Com o jornalismo on-line não poderia ser diferente. Por ter na Internet o seu suporte, algumas peculiaridades presentes no jornal, na TV e no rádio estão listadas aqui como continuidades: interatividade, hipertextualidade/hipermídia (convergência midiática ou hipermídia) e personalização.
Atualmente há uma exacerbação do conceito de interatividade. Programas de rádio e TV são feitos a partir da participação dos ouvintes e telespectadores. Eletrodomésticos interativos prometem facilitar suas operações, tornando a interface entre o homem e a máquina mais amigável, o que provoca equívocos com relação ao termo. Alguns equipamentos tidos como ``interativos'' tornaram seu uso facilitado e ferramentas como e-mail, chats ou fóruns de discussões, que concedem ao usuário a possibilidade de ampliar discussões, sugerir, argumentar, são exemplos avançados de interatividade. Contudo, no jornalismo on-line, o conceito vai mais além da troca de e-mails entre jornalistas e leitores.
Para pensarmos sobre como as mídias digitais potencializam uma característica presente em outras formas de comunicação, André Lemos propõe não só um conceito de interatividade, mas também uma classificação para algumas formas interativas que vivenciamos cotidianamente. Para Lemos:
``Podemos compreender a interatividade digital como um diálogo entre homens e máquinas (baseados no princípio da micro-eletrônica), através de uma zona de contato chamada de ``interfaces gráficas'', em tempo real. A tecnologia digital possibilita ao usuário interagir, não mais apenas com o objeto (a máquina ou a ferramenta), mas com a informação, isto é, com o ``conteúdo''. (LEMOS, 1997).
Esse conceito de interatividade digital proposto por André Lemos em Anjos Interativos e Retribalização do Mundo. Sobre Interatividade e Interfaces Digitais, classifica-a em dois tipos: interatividade técnica e interatividade social. Essa classificação desfaz algumas confusões comumente encontradas ao tentamos explicar a que tipo de interatividade estamos nos referindo quando dispomos de ambientes e ferramentas diferentes.
A interatividade técnica remete à relação entre os seres humanos e a máquina, e evolui no sentido de uma ``interface zero''. A interatividade técnica do tipo ``analógico-mecânica'' diz respeito ao relacionamento que o usuário tem com a máquina. Por exemplo, a ação que o telespectador tem com a televisão ao ligá-la, diminuir e aumentar volume, brilho, entre outras funções como ``zapear'' canais por intermédio do controle remoto. O mesmo ocorre com o usuário do computador ao ligar a CPU, clicar com o mouse, usar o teclado para digitar. A interatividade ``analógico-mecânica'' possibilita o acesso a uma outra forma de interatividade técnica, a ``eletrônico-digital'', que se refere à relação que as pessoas estabelecem com os conteúdos (programas de computador, textos on-line, programas de TV etc).
A interatividade social, por sua vez, é o que comumente entendemos por interação e a vivenciamos diariamente em diferentes níveis. Nesse sentido, conforme as interfaces técnicas evoluem, as relações que os seres humanos estabelecem com a interatividade digital tendem a se aproximar da interatividade social. Um exemplo disso é a forma como os usuários de computador trocam mensagens. O micro e seus periféricos (técnica) oferecem a possibilidade de interatividade digital por intermédio dos programas de e-mail, que hoje transmitem, além de texto, imagens e áudio, transformando e aproximando emissor e receptor. Desse modo, o microcomputador possibilita ações interativas do tipo social e técnico.
Essa aproximação da interatividade social é fundamental para entender a relação homem-máquina. Alex Primo alerta que o estudo do fenômeno da interatividade na Comunicação Mediada por Computadores deve ser ``trabalhada como uma aproximação àquela interpessoal''. (PRIMO, 1998).
A partir dessa aproximação, que é usada para entender a relação do homem no contexto informático, Primo sugere classificá-la em interação mútua e interação reativa.
Na interação mútua, os sistemas são abertos, voltados para trocas, evolução e desenvolvimento, enquanto na interação reativa os sistemas são fechados, com relações lineares e unilaterais. No primeiro tipo, os elementos que a compõem fazem parte de um todo global e são interdependentes. Já no segundo, as possibilidades de modificações do agente a partir do reagente são limitadas.
Assim sendo, a interação mútua permite processos de negociação, diferentemente da reativa, na qual os sistemas são baseados em relações de estímulo-resposta.
Primo ainda enumera, ao longo de sua proposta de estudo, uma série de diferenciações nas relações, operações, fluxos, throughput9 para explicar o quanto uma interface, para ser de fato interativa, ``necessita trabalhar na virtualidade, possibilitando a ocorrência da problemática e viabilizando atualizações''. Por outro lado, ``uma interface reativa resume-se ao possível, que espera o clique do usuário para realizar-se (...).Portanto, uma interatividade plena depende do virtual''. (PRIMO, 1998).
O cruzamento entre os campos da Comunicação e da Informática suscita o surgimento de vários pontos de vista do conceito de interatividade. Nesse sentido, ao discutir o jornalismo on-line, Luciana Mielniczuk (2000) faz uma análise das diversas abordagens do conceito de interatividade e propõe o termo ``multi-interativo'' para ``designar o conjunto de processos que envolvem a situação do leitor de um jornal online'' (p.86).
Esses processos abrangem três níveis de relações do usuário conectado à Internet. O primeiro diz respeito à relação do usuário conectado com a máquina; o segundo se refere ao contato que o leitor estabelece com a publicação por meio das interfaces e criar seu próprio site, disp